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PROCEDIMENTO INÉDITO

Onça do Pará é a primeira a receber transfusão de sangue

Animal de 18 anos, que sofre de doença renal crônica, recebeu doação de 800 ml de sangue em procedimento realizado pela Unesp; doadora vive em São Paulo.

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Imagem ilustrativa da notícia Onça do Pará é a primeira a receber transfusão de sangue camera Nascido nas matas paraenses, Jack teve uma longa jornada por instituições de preservação no Piauí, Alagoas e Minas Gerais antes de chegar a Sorocaba em 2023. | Reprodução

Um marco na medicina veterinária mundial envolve um felino com raízes amazônicas. A onça-pintada Jack, um macho de 18 anos nascido no Estado do Pará, tornou-se o primeiro exemplar da espécie a passar por uma transfusão de sangue bem-sucedida. O procedimento inédito foi realizado no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas) da Unesp, em Botucatu (SP).

Jack, que atualmente vive no Zoológico Municipal de Sorocaba (SP), apresenta um quadro de doença renal crônica que evoluiu para uma anemia grave. Devido à sua condição, ele não conseguia ser submetido à hemodiálise sem antes estabilizar os níveis sanguíneos.

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A Doadora e a Recuperação

A doadora foi Ruana, uma fêmea de quatro anos que vive no Simba Safari, na capital paulista. Ela contribuiu com cerca de 800 ml de sangue para o procedimento. De acordo com a equipe veterinária, Jack já apresenta melhoras significativas na postura e na alimentação, e agora deve seguir para sessões de hemodiálise para auxiliar a função renal.

Além de salvar a vida de Jack, o procedimento permitiu a coleta de material genético de Ruana, que foi incorporado ao studybook da espécie — ferramenta essencial para o manejo populacional e preservação genética de animais ameaçados de extinção.

Trajetória do Felino

Nascido nas matas paraenses, Jack teve uma longa jornada por instituições de preservação no Piauí, Alagoas e Minas Gerais antes de chegar a Sorocaba em 2023. Atualmente, ele divide recinto com Vitória, uma fêmea que sofre de hidrocefalia e vive no local há 14 anos.

O Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, onde Jack reside, é reconhecido como um dos mais completos da América Latina em trabalhos de conservação e educação ambiental.

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