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TECNOLOGIA JUDICIÁRIA

IA do Judiciário barra tentativa de fraude em processo no Pará

Ferramenta desenvolvida no RS identifica técnica de "injeção de prompt" que tentava manipular sistema para prejudicar análise de petição trabalhista.

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Imagem ilustrativa da notícia IA do Judiciário barra tentativa de fraude em processo no Pará camera Juiz Luiz Carlos de Araújo Santos Junior destaca a necessidade de revisão humana para coibir o uso indevido de tecnologias no processo. | Imagem gerada por AI/Gemini

A inteligência artificial (IA) Galileu, desenvolvida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), protagonizou um marco na segurança digital do Judiciário brasileiro. Durante a análise de uma petição inicial na 3ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA), o sistema identificou e bloqueou uma tentativa de manipulação técnica conhecida como prompt injection (injeção de comando).

O caso, detalhado em sentença proferida nesta quarta-feira (12) pelo juiz Luiz Carlos de Araújo Santos Junior, evidencia os novos desafios éticos na era dos tribunais algorítmicos.

Ao processar o documento, o Galileu detectou instruções ocultas endereçadas diretamente ao sistema de IA. O conteúdo malicioso orientava a ferramenta a realizar uma contestação superficial e a não impugnar documentos, independentemente das ordens que o operador humano fornecesse posteriormente.

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Trata-se de uma estratégia para "enganar" a lógica da máquina, induzindo-a a um erro deliberado em benefício de uma das partes.

Assim que o ataque foi identificado, o sistema emitiu um alerta destacado ao usuário e impediu o processamento do texto corrompido. Contudo, seguindo os protocolos de governança, o Galileu limitou-se ao relato técnico.

Interface do sistema Galileu exibe alerta de segurança após identificar comandos ocultos em petição trabalhista.
📷 Interface do sistema Galileu exibe alerta de segurança após identificar comandos ocultos em petição trabalhista. |Arte Migalhas

A decisão final coube ao magistrado, que realizou a revisão humana obrigatória. O juiz Luiz Carlos de Araújo Santos Junior examinou o trecho apontado antes de fundamentar as consequências processuais da conduta.

Segurança Institucional

A secretária-geral de tecnologia e inovação do TRT-RS, Natacha Moraes de Oliveira, ressalta que o episódio valida a importância de softwares institucionais. "O controle desse tipo de ataque não é trivial. Exige técnicas especializadas de identificação", explica.

Segundo Natacha, ferramentas desenvolvidas especificamente para o Judiciário oferecem camadas de proteção que sistemas genéricos de IA podem não possuir.

A atuação do Galileu está alinhada a diretrizes internacionais de segurança, como as da OWASP e do NIST, além de observar a Resolução nº 615/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O normativo exige que o uso de IA seja pautado pela supervisão humana efetiva e pela transparência, garantindo que a tecnologia atue como suporte, e não como substituta do livre convencimento motivado do juiz.

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