A tecnologia MasSpec Pen, dispositivo desenvolvido pela química brasileira Lívia Schiavinato Eberlin capaz de identificar células cancerígenas em segundos durante cirurgias, ganhou destaque recente no cenário político. O Senado Federal agendou uma audiência pública para discutir a invenção, que atualmente passa por estudos clínicos pioneiros no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Pauta no Senado
O requerimento para a audiência foi apresentado por senadores médicos, entre eles Dra. Eudócia (PSDB-AL) e Dr. Hiran (PP-RR). O objetivo principal é dar visibilidade à inovação e iniciar um debate sobre a viabilidade de incorporar a tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS), democratizando o acesso ao diagnóstico em tempo real no país.
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Status da Pesquisa
Enquanto o debate político avança, a fase prática continua em ritmo acelerado. Os testes clínicos conduzidos pelo Hospital Einstein, que acompanham 60 pacientes, têm apresentado resultados promissores para diagnósticos em tumores de pulmão e tireoide. A tecnologia, que utiliza espectrometria de massas e inteligência artificial para "ler" a assinatura molecular dos tecidos, busca reduzir drasticamente o tempo de espera intraoperatório, que hoje, pelo método de congelação, pode levar mais de uma hora.
A pesquisadora Lívia Eberlin, que lidera o projeto, destaca que a tecnologia não apenas torna as cirurgias mais rápidas e seguras, ao definir margens cirúrgicas com alta precisão, mas também abre portas para personalização de tratamentos, como a identificação da resposta imunológica do tumor no momento do ato cirúrgico.
A inovação, que já havia ganhado repercussão internacional ao aparecer na série Grey's Anatomy, consolida-se agora como um avanço científico concreto que caminha para uma possível integração na rede pública de saúde brasileira.
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