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CIÊNCIA E SAÚDE

Efeito Flynn Reverso: habilidades cognitivas registram queda

Levantamento com quase 400 mil norte-americanos indica recuo em testes de lógica e memória, acendendo debate sobre o impacto das telas e do estilo de vida.

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Imagem ilustrativa da notícia Efeito Flynn Reverso: habilidades cognitivas registram queda camera Levantamento com quase 400 mil norte-americanos indica recuo em testes de lógica e memória, acendendo debate sobre o impacto das telas e do estilo de vida. | Reprodução

A curva de evolução do desempenho intelectual humano pode estar mudando de rumo. É o que aponta um estudo publicado na revista científica Intelligence, que analisou dados de 394.378 adultos nos Estados Unidos entre os anos de 2006 e 2018. A pesquisa revelou um declínio em pontuações de testes que medem capacidades como raciocínio lógico, memória de curto prazo e velocidade de processamento.

O achado traz de volta ao centro do debate o chamado Efeito Flynn Reverso. Batizado em referência ao pesquisador James Flynn, o conceito original descrevia o aumento progressivo do QI médio da população global ao longo do século XX, impulsionado por avanços na nutrição, expansão do acesso à educação e melhorias na saúde pública. Agora, a tendência parece ter entrado em fase de estagnação ou desaceleração em nações desenvolvidas.

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O que explica essa mudança?

Os cientistas ressaltam que o fenômeno não indica que a população esteja ficando "menos inteligente" em termos absolutos, já que testes padronizados não mensuram atributos cruciais como criatividade, inteligência emocional ou adaptação social. No entanto, a redução em funções específicas levanta hipóteses entre os especialistas:

• Telas e dispersão: O consumo excessivo de tecnologia digital e redes sociais pode estar afetando a capacidade de atenção sustentada e a retenção de memória.

• Mudanças educacionais: Alterações nos modelos de ensino e na dinâmica de aprendizado das novas gerações.

• Fatores ambientais e de rotina: Transformações no estilo de vida, incluindo privação de sono e novos hábitos alimentares.

Prevenção e estímulo cognitivo

Para conter essa desaceleração, pesquisadores defendem o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento infantil, investimentos contínuos em educação de qualidade e o incentivo a hábitos que estimulem o cérebro ao longo de toda a vida.

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