Celebrado anualmente em 8 de agosto, o Dia Internacional do Gato representa uma das principais datas do calendário global voltadas à causa animal. A data foi criada em 2002 pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) com o objetivo de promover a posse responsável, conscientizar sobre a saúde dos felines e combater o abandono e os maus-tratos.
Desde 2020, a gestão e a organização das campanhas mundiais da data passaram para a International Cat Care, instituição britânica sem fins lucrativos fundada em 1958. A entidade atua na produção de conhecimentos veterinários e no suporte a tutores e ONGs em diversos países.
Origem e propósito da celebração
A criação da data no início dos anos 2000 respondeu ao crescimento populacional de gatos nos lares e à necessidade de orientar a população sobre as particularidades físicas e comportamentais da espécie. Diferentemente dos cães, os gatos possuem necessidades específicas de manejo, como o enriquecimento ambiental, a prevenção de doenças renais e o controle reprodutivo por meio da castração.
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A mobilização internacional ocorre em redes sociais, clínicas veterinárias e abrigos de proteção animal em países das Américas, Europa e Ásia, promovendo campanhas de adoção responsável e arrecadação de recursos para instituições de acolhimento.
Cuidados essenciais e o cenário da população felina
A conscientização promovida no 8 de agosto ganha relevância diante da expansão da presença dos felinos nas cidades. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de entidades do setor pet apontam que a população de gatos é a que mais cresce nos lares brasileiros, impulsionada por mudanças no estilo de vida urbano e pela adaptação dos felinos a apartamentos.
Médicos-veterinários aproveitam a data para reforçar os pilares básicos para a longevidade dos gatos:
A imunização atualizada protege contra zoonoses e doenças graves da espécie, como a raiva e o complexo respiratório felino. A castração é indicada tanto para o controle populacional quanto para a prevenção de neoplasias e doenças reprodutivas.
A segurança do ambiente é outro ponto crítico. A instalação de telas de proteção em janelas e varandas impede quedas e saídas desacompanhadas à rua, reduzindo drasticamente o risco de atropelamentos, envenenamentos e contágio por infecções como a FIV (imunodeficiência felina) e a FeLV (leucemia felina).
A data também destaca o estímulo ao consumo de água, fundamental para prevenir cálculos urinários e insuficiência renal, condições frequentes na espécie. O uso de fontes de água corrente, a oferta de alimentos úmidos e o enriquecimento ambiental com arranhadores e prateleiras completam os cuidados recomendados para garantir a saúde física e mental dos animais.
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