O hábito aparentemente inofensivo de tomar banho sem retirar as lentes de contato resultou em consequências graves para a norte-americana Grace Jamison, de 20 anos. Após desenvolver uma infecção rara provocada por um micro-organismo presente na água, a jovem perdeu a visão e passou a usar suas redes sociais para alertar sobre os perigos de expor o acessório a ambientes úmidos, como chuveiros, piscinas e banheiras.
O problema começou há cerca de um ano, enquanto Grace realizava uma missão religiosa na República Dominicana. Usuária de lentes de contato desde os 14 anos, ela mantinha a rotina de tomar banho com o acessório, retirando-o apenas antes de dormir por desconhecer os riscos associados à água encanada.
Veja também
- Relatório da ONU alerta para alta na temperatura global
- Pheromone maxxing: tendência que abandona banho traz riscos
- Amizade tóxica: veja os sinais e saiba quando romper
Poucos dias após um dos banhos, os olhos da jovem começaram a coçar e apresentaram ressecamento, evoluindo rapidamente para vermelhidão, forte sensibilidade à luz e visão turva. Um diagnóstico inicial incorreto sugeriu infecção por herpes e o uso de colírio com corticoide, medicação que pode ter agravado o quadro.
Após quase um mês de consultas frequentes, Grace recebeu a confirmação de que havia contraído ceratite por Acanthamoeba. A condição é causada por uma ameba microscópica de vida livre encontrada na água, no solo e na poeira.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), embora a maioria das pessoas entre em contato com o micro-organismo sem adoecer, a ameba pode se alojar na córnea em casos raros, provocando lesões severas e dor intensa, sendo mais frequente em usuários de lentes de contato.
Com o avanço da infecção, a jovem permaneceu completamente sem enxergar por aproximadamente quatro meses e precisou ficar em isolamento no escuro devido à fotofobia extrema. Atualmente, após tratamento contínuo com medicamentos e o uso de uma lente de contato terapêutica como proteção corneana, o olho esquerdo recuperou parte da visão com o auxílio de óculos, embora mantenha cicatrizes permanentes, enquanto o olho direito permanece em estado grave.
Especialistas e órgãos de saúde reforçam que a prevenção exige hábitos rigorosos de higiene, como higienizar as mãos antes de manusear os acessórios e jamais usá-los durante o banho ou atividades aquáticas.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar