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Vacinação contra febre aftosa segue até 31 de maio, veja 

Pará conta com 24 milhões de bovinos e bubalinos, o terceiro maior rebanho do país

segunda-feira, 16/05/2022, 15:54 - Atualizado em 16/05/2022, 18:32 - Autor: Com informações Agência Pará

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Nesta etapa, devem ser vacinados animais de todas as idades
Nesta etapa, devem ser vacinados animais de todas as idades | Divulgação

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) prossegue com a Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa, na etapa Maio/2022, que é importante para garantir a sanidade e qualidade dos bovinos e bubalinos paraense, que hoje conta 24 milhões de animais, sendo o 3° maior rebanho do país.

A vacinação contra febre aftosa e todas as demais ações de defesa agropecuária pretendem evitar a introdução e a disseminação de doenças e, consequentemente, evitar prejuízos para a produção. Nesta etapa, devem ser vacinados animais de todas as idades, em 127 municípios, no período de 1° a 31 de maio, com notificação até 15 de junho.

"Hoje, nós temos um rebanho de 99,08% vacinados no último semestre do ano anterior, quase 100% de imunização. Números bem expressivos quando comparados aos outros estados de mesmo status sanitário e isso se deu porque os atores envolvidos no processo tomaram a decisão por um rebanho sadio", informou o diretor geral da Adepará, médico veterinário Dr. Jamir Paraguassu Macedo.

 

O produtor rural deve adquirir sua vacina em uma revenda cadastrada junto à Adepará.
O produtor rural deve adquirir sua vacina em uma revenda cadastrada junto à Adepará. | Reprodução
 

Agronegócio

Atualmente, o patrimônio pecuário paraense é distribuído no seguinte panorama: são 24 milhões de animais, entre 261.955 ovinos, 473.800 suínos, 64.906 caprinos e 113.412 propriedades rurais. A campanha integra o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa) destinado a alcançar a cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em bovinos e bubalinos.

Além da melhoria econômica, o Pnefa exige análise dos cenários e esforços das iniciativas públicas e privadas para que, até 2026, a vacinação contra a doença seja suspensa em todo o país. Com a retirada da vacinação aumentará ainda mais a prospecção da carne paraense perante o mercado internacional.

Certificação

O Pará tem comprovado ausência do vírus da febre aftosa no seu território há 18 anos, sendo certificado internacionalmente como livre de febre aftosa com vacinação desde 2018. Entretanto, a manutenção desse status é realizada através da observação das diretrizes da OIE, bem como do Pnefa, as quais são baseadas no sistema de vigilância, que tem como objetivo identificar precocemente qualquer suspeita de reintrodução do vírus, para a contenção imediata, sem demais prejuízos para a economia. Tais ações têm sido executadas pelo Serviço Oficial rotineiramente a fim de salvaguardar o patrimônio pecuário paraense.

Pecuária

Com um território de 1.245.870,798 km², o Pará é constituído por 144 municípios, distribuídos em seis mesorregiões, as quais são: Baixo Amazonas paraense, Marajó, Metropolitana de Belém, Nordeste paraense, Sudoeste paraense e Sudeste paraense. O Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa (PEEFA) faz o acompanhamento periódico dos índices vacinais de rebanho bovino e bubalino, bem como da cobertura vacinal em propriedades rurais do estado do Pará.

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Serviço:

A Agência ressalta que após o período de imunização do rebanho, os produtores têm prazo para realizar a notificação junto à Agência, presencialmente ou via internet, pelo Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3), disponível no site da Adepará. O produtor rural deve adquirir sua vacina em uma revenda cadastrada junto à Adepará.

Para comprovar a vacinação é necessário apresentar, além da nota fiscal de aquisição da vacina, a relação do rebanho, com a quantidade de animais, faixa etária e espécie trabalhada. O produtor que não notifica a vacinação fica sujeito à multa, cujo valor pode variar de acordo com a quantidade de animais.



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