O Governo do Pará consolidou um marco histórico para a gestão ambiental ao publicar o resultado preliminar da maior concessão para manejo florestal sustentável já realizada no país. Conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), o processo abrange mais de 800 mil hectares localizados nas Florestas Estaduais (Flotas) do Paru, na região Oeste, e do Iriri, no Sudoeste paraense. Com este avanço, o Estado atinge a marca de 1,5 milhão de hectares concedidos, assumindo o topo do setor de concessões florestais no Brasil.
A iniciativa visa utilizar o manejo responsável como ferramenta estratégica para a conservação ambiental, combate à exploração ilegal e geração de emprego regional. As licitações definiram empresas vencedoras para seis Unidades de Manejo Florestal (UMFs), divididas entre as duas Flotas. Na Flota do Paru, que possui três milhões de hectares, as empresas vencedoras foram Arapua Florestal Ltda, MCS Agroflorestal e Construção Civil Ltda, e TMBR Serviços Florestais Eireli. Já na Flota do Iriri, que ocupa cerca de 440 mil hectares, os lotes ficaram com a Cichelero Indústria, Comércio e Exportação de Madeiras Ltda e a Curua Florestal Ltda.
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O projeto foi estruturado com o apoio técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e contou com a participação de 15 empresas. O modelo adotado prevê o manejo de produtos madeireiros e não madeireiros, além de serviços florestais, e foi precedido por diálogos e consultas públicas com comunidades locais, povos indígenas e trabalhadores tradicionais, como os castanheiros.
Um destaque ressaltado pela gestão estadual foi o protagonismo feminino na estruturação do certame. Segundo a Diretoria de Gestão de Florestas Públicas de Produção do Ideflor-Bio, Ana Cláudia Simoneti, a Comissão Especial de Licitação foi composta exclusivamente por mulheres. O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, afirmou que o salto de 465 mil hectares em 2023 para os atuais 1,5 milhão demonstra o reposicionamento das concessões florestais como prioridade institucional para manter a "floresta em pé" e promover o desenvolvimento econômico duradouro na Amazônia.
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