Mesmo após meses de operações integradas e monitoramento intensificado pelas forças de segurança, os oito criminosos apontados pelo Pará como alvos prioritários continuam foragidos. Eles integram a lista nacional do Programa Captura, uma plataforma criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para acelerar a localização e a prisão de lideranças do crime organizado em todo o país. A atualização mais recente divulgada pelas autoridades confirma que nenhum dos nomes do estado foi capturado ou retirado da relação oficial.
O levantamento reúne 216 alvos estratégicos distribuídos entre todas as unidades da Federação. A seleção é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e segue rígidos critérios de risco, como o número de mandados de prisão pendentes, o grau de violência das infrações, o alcance interestadual das ações e a influência do procurado em estruturas criminosas. No Pará, a maioria dos alvos exerce papel de comando ou logística na facção Comando Vermelho.
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INTEGRAÇÃO DAS POLÍCIAS E PAPEL DAS DENÚNCIAS
O programa busca integrar as bases de inteligência e os bancos de dados das polícias civis, militares e federais. Com o compartilhamento de informações em âmbito nacional, as forças de segurança tentam fechar o cerco contra alvos que operam rotas de fuga ou esquemas de tráfico entre diferentes estados do país.
Além do trabalho investigativo sigiloso, as autoridades reforçam que a participação da população é fundamental para o sucesso das buscas. As denúncias de localização ou paradeiro podem ser enviadas de forma 100% anônima:
• 190 (Polícia Militar): Indicado para situações de flagrante ou emergência imediata.
• 197 (Polícia Civil): Voltado para o envio de informações investigativas sobre paradeiros.
• 181 (Disque-Denúncia): Canal direto para relatos anônimos sobre o crime organizado.
Devido ao alto grau de periculosidade dos suspeitos, a orientação oficial é para que nenhum cidadão tente qualquer abordagem direta, limitando-se a repassar os dados aos canais da polícia.

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