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EXTORSÃO

Militar do Exército é preso após se passar por policial

O acusado era lotado em um quartel de Marabá, onde encontra-se detido

terça-feira, 05/10/2021, 16:44 - Atualizado em 05/10/2021, 18:38 - Autor: Alessandra Gonçalves


Militar foi recambiado para Marabá no último domingo (3)
Militar foi recambiado para Marabá no último domingo (3) | Reprodução

Um militar do Exército Brasileiro lotado em Marabá, sudeste do estado, foi preso no último final de semana em flagrante no momento em que se passava por policial militar. Ele foi detido em Cumaru do Norte, às proximidades de Redenção, no Sul do Pará. 

O soldado José Welliton Rubim de Sousa servia no 1º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva (1º GAC Sl) e foi preso no sábado (2), juntamente com outros quatro suspeitos. O grupo é acusado de participar de uma organização criminosa responsável pela prática de ilícitos na região.

 

Acusado encontra-se preso no quartel em Marabá
Acusado encontra-se preso no quartel em Marabá | Reprodução
 

PRISÃO 

No momento em que foram presos os cinco homens estavam fardados. Eles estavam fortemente armados dentro de um automóvel branco, se passavam por policiais para a prática de assaltos e intimidação principalmente de garimpeiros.

A quadrilha agia no sentido de extorquir dinheiro. Uma das vítimas teria sido o prefeito de Cumaru, Célio Marcos Cordeiro, conhecido como “Nego” (MDB). Os criminosos teriam pedido dinheiro ao gestor municipal para impedir uma possível intervenção da polícia no maquinário da prefeitura.

Segundo informações, a quadrilha já estava sendo monitorada há alguns dias na região, após denúncias de vítimas que foram enganadas pelos homens fardados.

Com o quinteto, foram apreendidos coletes, fuzis, pistolas, algemas, distintivos e o fardamento e o veículo utilizados por eles nos delitos. 

TRANSFERÊNCIA 

O soldado José Welliton Rubim de Sousa já foi transferido para o 1º GAC Sl, onde permanece preso à disposição da Justiça para as investigações necessárias. 

Em nota, o Exército Brasileiro informou que repudia qualquer ato criminoso praticado por militares e não poupa esforços para que seja esclarecido qualquer indício de crime.


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