Uma festa clandestina realizada em um sítio particular na região conhecida como Tacho, às margens do Rio Itacaiunas, terminou em tragédia neste final de semana em Marabá no sudeste paraense. Um homem morreu após ser esfaqueado em um crime que, segundo as investigações preliminares da Polícia Militar, teria sido motivado por um equívoco durante uma tentativa de "justiça com as próprias mãos".
A Polícia Militar só foi acionada após o desfecho do crime, quando a vítima já havia sido socorrida por meios particulares. No local, a guarnição constatou que o evento, organizado pela "Victor Produções", não possuía licença ambiental nem autorização policial para ocorrer.
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Crime por Engano
De acordo com informações colhidas pelas autoridades, a motivação do ataque seria uma vingança contra um suposto autor de estupro que teria ocorrido naquela mesma madrugada. Dois indivíduos teriam ido ao local com a intenção de matar o suspeito do abuso, porém, acabaram esfaqueando a pessoa errada. A vítima, segundo relatos, foi morta por engano no lugar de um familiar que seria o verdadeiro alvo dos agressores.
Investigação e Prisões
De acordo com informações, apesar da fuga dos executores, o trabalho conjunto de inteligência das polícias Civil e Militar, baseado em imagens de celulares e depoimentos de testemunhas presentes, permitiu a identificação de todos os envolvidos.
Na madrugada desta segunda-feira (9), a polícia prendeu um dos cúmplices, responsável por dar suporte na fuga utilizando uma motocicleta. O veículo foi apreendido e o homem já se encontra à disposição da Polícia, onde prestou depoimento. Os outros dois autores materiais já foram identificados e a polícia trabalha agora com o pedido de prisão preventiva junto ao Judiciário.
Responsabilização dos Organizadores
O comando da Polícia Militar ressaltou o caráter "pedagógico" da ocorrência para alertar sobre os riscos de eventos ilegais. Festas clandestinas em propriedades privadas são realizadas propositalmente para evitar a fiscalização, facilitando o consumo de drogas e a presença de menores de idade com bebidas alcoólicas.
Além dos executores do crime, o promotor do evento e o proprietário da chácara poderão ser responsabilizados no inquérito policial e responder criminalmente por promoverem festas ilegais que colocam em risco a vida dos consumidores. O caso também será relatado ao Ministério Público para as providências cabíveis.
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