Uma ocorrência que começou como uma denúncia de crime sexual terminou com um flagrante de corrupção ativa na tarde da última terça-feira (14), em Ourilândia do Norte, no sul do Pará. Um garimpeiro de 63 anos foi preso pela Polícia Militar após ser acusado de violentar sexualmente uma adolescente de 14 anos.
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando, já sob custódia, o homem tentou subornar a autoridade policial oferecendo uma pepita de ouro em troca de sua liberdade.
O episódio teve origem na noite de segunda-feira (13). Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a vítima não teria conseguido retornar para sua residência e aceitou o convite para pernoitar na casa do suspeito.
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Relatos apresentados pela mãe da adolescente ao Conselho Tutelar indicam que o idoso passou a assediá-la para manter relações sexuais. Diante da negativa da jovem, o agressor teria forçado o ato, configurando o crime de estupro de vulnerável mediante conjunção carnal.
Ao retornar para casa, a adolescente relatou o ocorrido à família. Imediatamente, a mãe buscou auxílio do Conselho Tutelar, que acionou uma guarnição da Polícia Militar. Os policiais se deslocaram até a residência do acusado, onde efetuaram a prisão em flagrante e o conduziram à Delegacia de Polícia Civil de Ourilândia do Norte.
Oferta de propina
A situação do acusado se complicou durante o depoimento. Em uma tentativa de evitar o cárcere, o homem dirigiu-se ao delegado titular, Elioenai de Jesus, oferecendo uma pepita de ouro como pagamento pela sua soltura.
"Eu trabalho em garimpo e posso arrumar uma pepita de ouro não muito grande, mas uma pepitinha de cinco gramas eu garanto", teria dito o suspeito, conforme consta no registro policial. Ele chegou a sugerir que, caso não entregasse o mineral, o delegado poderia prendê-lo novamente.

A resposta da autoridade foi imediata: o garimpeiro recebeu uma segunda voz de prisão, desta vez por corrupção ativa. O delegado reforçou que qualquer tentativa de interferir no trabalho policial mediante oferta de valores ou bens é crime inafiançável no momento do flagrante.
Após os procedimentos iniciais na unidade policial, o homem foi encaminhado para exames de corpo de delito. O caso agora segue para o Poder Judiciário. O suspeito permanece custodiado em uma das celas da Delegacia de Polícia Civil, onde aguarda a audiência de custódia e a decisão da Justiça sobre a manutenção de sua prisão preventiva pelos dois crimes acumulados.
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