A tranquilidade de uma instituição de ensino superior na Nova Marabá foi interrompida nesta semana por uma ocorrência de violência doméstica e perseguição. Um homem, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, foi preso em flagrante pela Polícia Militar após descumprir uma medida protetiva de urgência que o obrigava a manter distância de sua ex-namorada, uma estudante de medicina da faculdade.
A guarnição do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada via Centro de Operações (NIOP) para intervir na situação. Ao chegarem ao local, os militares encontraram a vítima em estado de choque. Visivelmente abalada e nervosa, a jovem relatou que o cerco psicológico havia se intensificado drasticamente após o término do relacionamento.
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Estratégia de monitoramento
De acordo com o depoimento da vítima, o suspeito adotou uma tática invasiva para manter o controle sobre sua rotina: ele teria se matriculado na mesma faculdade logo após o rompimento. A partir de então, o agressor passou a frequentar os mesmos ambientes que a estudante, monitorando seus horários e círculos sociais dentro do campus.
A perseguição, tipificada como stalking, incluiu o registro de fotografias da jovem sem o seu consentimento. Segundo a denúncia, o homem utilizava essas imagens para expor a vítima a terceiros, configurando uma forma grave de violência psicológica. "A presença constante do agressor no mesmo prédio feriu não apenas a ordem judicial de distanciamento, mas também a integridade emocional e o direito ao estudo da vítima", destacou a reportagem local.
Prisão e Procedimentos
Mesmo ciente das restrições impostas pela Justiça, o suspeito ignorou as sanções legais, o que culminou na intervenção policial imediata dentro do ambiente acadêmico. Após a constatação do descumprimento da ordem judicial, ele recebeu voz de prisão.
O indivíduo foi conduzido à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Marabá, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. O caso agora segue sob a responsabilidade do sistema judiciário, que deve avaliar a manutenção da prisão preventiva, uma vez que o descumprimento de medidas protetivas é um dos principais gatilhos para o agravamento da violência contra a mulher.
As autoridades reforçam a importância de que vítimas de perseguição e violência doméstica denunciem qualquer aproximação indevida, garantindo que as ferramentas de proteção legal sejam efetivamente aplicadas para evitar tragédias maiores.
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