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POLÍCIA

Crime passional é hipótese para morte de ex-atleta do Remo

Investigação aponta que motivação afetiva pode ter motivado a execução; três suspeitos, incluindo dois PMs, passaram por audiência de custódia.

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Imagem ilustrativa da notícia Crime passional é hipótese para morte de ex-atleta do Remo camera Investigação aponta que motivação afetiva pode ter motivado a execução; três suspeitos, incluindo dois PMs, passaram por audiência de custódia. | Reprodução

A Delegacia de Homicídios de Marabá avança na apuração das circunstâncias que envolveram o assassinato de Jessé Fernando Farinha da Silva Ramos. O jovem, ex-atleta do Clube do Remo, foi executado a tiros no dia 24 de abril deste ano, no momento em que saía de uma quadra de esportes nas proximidades da Escola Luzia Nunes Fernandes, localizada na Folha 28, na Nova Marabá.

Sob a liderança do delegado Leandro Benício, a linha de frente da investigação trabalha com sigilo quanto aos detalhes mais sensíveis do inquérito. Contudo, informações de bastidores revelam que uma das principais hipóteses levantadas pela equipe policial aponta para a ocorrência de um crime passional.

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Vítima sofreu ameaças e acusados foram detidos

Os levantamentos iniciais revelaram que Jessé Ramos vinha sofrendo retaliações antes de ser alvejado:

• Histórico de ameaças: A vítima foi ameaçada formalmente pelo menos três vezes antes do crime, sendo que os episódios partiram diretamente de um dos suspeitos detidos.

• Prisões efetuadas: Ao todo, a Justiça cumpriu três mandados de prisão temporária. Entre os capturados estão dois policiais militares (praças) e um cidadão civil, este último apontado como amigo de um dos militares e responsável por prestar apoio logístico à execução.

• Local das prisões: As ordens judiciais de prisão e de busca e apreensão foram exaradas pela juíza titular da 1ª Vara Criminal de Marabá, Alessandra Rocha da Silva Souza. Um dos policiais foi detido em Tailândia, município onde é lotado, com o apoio da delegacia local, da Corregedoria da PM e do Batalhão de Missões Especiais (CIME).

Os militares não esboçaram reação no momento da abordagem e foram recolhidos ao 4º Batalhão de Polícia Militar. Nesta quarta-feira (3), os policiais e o civil foram submetidos à audiência de custódia. Os PMs devem ser transferidos para o Complexo de Americano, em Santa Izabel do Pará, enquanto o civil aguarda destinação ao sistema prisional paraense.

Carro abandonado e conjunto probatório robusto

Durante a realização das diligências, a Divisão de Homicídios efetuou a apreensão de três veículos automotores supostamente utilizados na ação criminosa. Um dos automóveis, do modelo Ford Ka, foi utilizado para monitorar a rotina do ex-atleta. Em uma demonstração de desleixo ou excesso de confiança na impunidade, os criminosos chegaram a abandonar o Ford Ka no palco do crime e retornaram posteriormente para resgatar o veículo.

Prazos judiciais: Apesar do atrevimento dos suspeitos, a Polícia Civil reuniu um conjunto probatório considerado robusto, composto por dezenas de depoimentos de testemunhas e imagens de circuitos de segurança da área. Legalmente, o prazo para conclusão do caso é de 30 dias (prorrogáveis por mais 30), mas a expectativa é que o inquérito seja relatado em até 20 dias. Todos os acusados já constituíram advogados de defesa, mas os defensores ainda não se manifestaram publicamente.

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