A Uber oficializou a expansão nacional da funcionalidade "Uber Mulher" para todo o território brasileiro. O recurso, que até então operava de maneira restrita em algumas capitais, visa oferecer maior conforto e segurança para usuárias mulheres e pessoas não binárias, conectando-as diretamente à base de motoristas parceiras da plataforma.
A estratégia acompanha o crescimento de 160% na presença feminina ao volante do aplicativo nos últimos anos, embora o grupo ainda represente 8% do total de motoristas cadastrados no país. Para equilibrar a oferta de veículos e o tempo de espera das passageiras, a empresa estruturou o serviço em três formatos de funcionamento.
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Como funcionam as três modalidades
A dinâmica do recurso varia conforme o planejamento da viagem e a disponibilidade de motoristas na região solicitada:
• Reserve Uber Mulher: Permite o agendamento de corridas por meio da opção Uber Reserve, exigindo uma antecedência mínima de 30 minutos do horário de partida.
• Preferência das Mulheres: Funciona como um filtro fixo ativado nas configurações do perfil da usuária. Ao pedir um UberX, o sistema busca prioritariamente uma motorista mulher; caso o tempo de espera fique muito alto, a chamada é direcionada automaticamente ao motorista mais próximo, independente do gênero.
• Aba "Uber Mulher": Opção para solicitações imediatas visível na tela inicial do app, operando exclusivamente durante o dia. Se o pareamento demorar, a plataforma emite um alerta perguntando se a passageira prefere seguir aguardando ou migrar para o modelo tradicional.
O pacote de recursos também foi estendido às contas Uber Teens, modalidade voltada para adolescentes de 12 a 17 anos monitorada em tempo real pelos responsáveis.
Segurança e combate à violência
De acordo com a diretora-geral da Uber no Brasil, Silvia Penna, o lançamento atende a uma demanda histórica do público feminino e une-se a outras iniciativas educativas e de segurança digital promovidas pela empresa desde 2018.
A expansão complementa a ferramenta U-Elas — criada em 2019 para que as condutoras tenham a opção de receber chamadas apenas de passageiras mulheres —, consolidando a rede de apoio interno e mitigando os riscos de assédio e violência de gênero durante os deslocamentos urbanos.
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