plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home
ALERTA NO STREAMING

Músicas criadas por IA podem "encolher" a sua atividade cerebral

Pesquisa indica queda de 47% no engajamento neural e especialistas alertam para o risco da perda de pensamento crítico com a proliferação de faixas sintéticas

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Músicas criadas por IA podem "encolher" a sua atividade cerebral camera Artistas criados por Inteligência Artificial dominam os lançamentos em plataformas de streaming, mas acendem alerta entre cientistas. | Imagem gerada por IA/Gemini

As músicas geradas por Inteligência Artificial (IA) deixaram de ser mera curiosidade tecnológica e viraram um fenômeno de massa nos aplicativos de áudio. No entanto, por trás da facilidade de criar e ouvir virais instantâneos, há um alerta científico: o uso contínuo da ferramenta pode reduzir drasticamente o esforço e a eficiência do cérebro humano.

Um estudo do MIT Media Lab revelou que pessoas que recorrem à IA durante atividades cognitivas chegam a registrar uma redução de até 47% no engajamento neural. Embora a automação garanta agilidade — cortando em 60% o tempo gasto na execução das tarefas —, a atalhos mentais cobram seu preço: a carga cognitiva cai 32% no processo de aprendizagem.

Veja também:

Na avaliação do neurologista Philipe Marques da Cunha, a automação excessiva prejudica o desenvolvimento intelectual e enfraquece competências consolidadas. O médico explica que delegar a criação à IA diminui o raciocínio necessário para solucionar problemas e adverte: a dependência desse tipo de recurso limita novas habilidades e mina o pensamento crítico, acentuando a fadiga mental.

Enxurrada nos tocadores

O ecossistema musical já sente o impacto direto dessa revolução. Em plataformas como a Deezer, em que detecção de faixas por inteligência artificial é monitorada, a produção explodiu: dados da empresa apontam que, pela primeira vez, mais da metade dos novos uploads mensais correspondem a conteúdos criados por robôs, totalizando cerca de 90 mil arquivos gerados artificialmente todos os meses.

Nomes como o grupo de R&B Slime Dot e o cantor gospel Hikari de Jesus — "artistas" criados por personas virtuais — mostram como o mercado absorve o formato. Contudo, apesar do volume massivo de uploads, o engajamento e a audição real do público ainda representam uma fração menor do total reproduzido nas redes.

Estudo mostra que uso constante de ferramentas automatizadas pode diminuir a atividade neural e comprometer o raciocínio crítico.
📷 Estudo mostra que uso constante de ferramentas automatizadas pode diminuir a atividade neural e comprometer o raciocínio crítico. |Reprodução

Para profissionais da indústria, a facilidade tecnológica não substitui a bagagem cultural. Tico Fernandes, diretor de criação da KondZilla, pondera que a tecnologia ganha velocidade, mas carece de vivência humana. Ele ressalta que o diferencial de uma obra marcante continua sendo a essência e a verdade por trás da proposta.

Na mesma linha, o DJ e produtor Jestfly pontua que o excesso de lançamentos robóticos infla os catálogos, mas dificulta a consolidação de carreira para os músicos. De acordo com o produtor, o verdadeiro obstáculo atual não é colocar a música no ar, mas sim criar uma conexão duradoura a ponto de fazer o ouvinte retornar para o próximo trabalho.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Tecnologia

    Leia mais notícias de Tecnologia. Clique aqui!