Um grupo baseado no norte do Iêmen utilizou a inteligência artificial Claude, criada pela empresa norte-americana Anthropic, para tentar projetar e fabricar armas balísticas e teleguiadas. De acordo com um relatório divulgado pela própria desenvolvedora de tecnologia, os envolvidos chegaram a realizar o teste prático de um protótipo de foguete, que acabou falhando no campo de provas.
O levantamento da Anthropic identificou seis iniciativas globais que recorreram ao sistema de IA para o desenvolvimento de softwares voltados ao setor de armamentos no último ano, das quais três ocorreram na China, duas na Rússia e uma no Iêmen.
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No caso iemenita, os integrantes operavam simultaneamente diversas instâncias da ferramenta para dividir tarefas complexas, incluindo a redação de códigos para sistemas de orientação e navegação, pesquisas técnicas e revisão de softwares de controle de voo.
Entre os projetos mapeados pela empresa de tecnologia estavam o desenvolvimento de um foguete guiado com computador de voo adaptado de aparelhos celulares, um míssil balístico de múltiplos estágios com alcance superior a dois mil quilômetros e uma variante de veículo de planeio hipersônico projetada para atingir cinco vezes a velocidade do som. Para contornar as travas de segurança do sistema, os operadores mascaravam a real finalidade das instruções enviadas à plataforma.
Apesar de o sistema de inteligência artificial ter barrado parte dos comandos com intenções bélicas, alguns códigos conseguiram ser processados. Poucas horas após a falha do teste do foguete em campo, os usuários retornaram à plataforma para tentar identificar os erros operacionais do projeto. A empresa ressaltou que não há evidências de que o grupo tenha obtido êxito na construção de um armamento funcional de forma definitiva.
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