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CANSAÇO

Caminhoneiros sofrem com falta de descanso

Segundo levantamento, 1 em cada 10 motoristas se encontra na faixa mais alta da Escala de Sonolência de Epworth, que indica um risco 70% maior de sofrer acidentes

quarta-feira, 04/05/2022, 22:59 - Atualizado em 04/05/2022, 22:58 - Autor: VICTOR PINTO

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| (crédito: Divulgação)
  

Caminhoneiros que rodam pelas estradas brasileiras enfrentam problemas de saúde. Se não bastasse esse problema, levantamento também revela que 10% dos motoristas dirigem com sono e 8% admitem o uso de anfetaminas, aumentando o risco de acidentes no trânsito. A pesquisa entrevistou quase 5 mil caminhoneiros pra levantar o perfil de saúde dos profissionais que transitam em rodovias, além de oferecer exames clínicos pra descobrir males como pressão alta e diabetes.

Outro dos exames realizados era o de sonolência, que identifica o grau de cansaço do motorista, medido de acordo com a Escala de Sonolência de Epworth. Um resultado de até 9 pontos indica uma condição considerada normal. Acima dessa pontuação, é recomendado procurar um médico. No levantamento, verificou-se que 1 em cada 10 motoristas está na faixa mais alta da Escala de Epworth, com risco 70% maior de sofrer acidentes.

Então, trafegar com carga e em alta velocidade requer o máximo de atenção e reflexo do motorista, já que o sono potencializa uma série de acidentes e coloca em risco a vida dos demais usuários da rodovia. Cerca de 39% dos entrevistados ficam fora de casa por mais de 20 dias por mês, enquanto que 1% enfrenta uma jornada de mais de 18 horas diárias e 40% dorme no próprio caminhão. E pra enfrentar a rotina desgastante e cumprir prazos apertados, muitos recorrem à drogas: 8% admitiram que usam anfetaminas e 19% já se envolveram em acidentes nas estradas.

O excesso de peso também é outro problema identificado em quase metade dos motoristas abordados, pois cerca de 24% estava obesos e outros 25% tinham sobrepeso. Doenças associadas a má alimentação também são comuns entre os motoristas: 14% sofrem de hipertensão, 33% apresentam colesterol alto, 61% estão com taxa alta de glicemia e 40% com triglicérides alta. Todas doenças que podem resultar em infartos e acidentes vasculares.

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