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GERSON NOGUEIRA DESTACA

Tuna dá baile em cima do Paysandu e se aproxima de título

O time comandado por Robson Melo comandou a partida nos 90 minutos

segunda-feira, 17/05/2021, 09:33 - Atualizado em 17/05/2021, 09:32 - Autor: Gerson Nogueira


Alexandre pinho marca o segundo gol da Águia do Souza. Alexandre pinho marca o segundo gol da Águia do Souza. | Ascom Tuna

UM BAILE TUNATE NO SOUZA

Na primeira partida da decisão, a Tuna não permitiu que o PSC se sentisse à vontade no estádio do Souza, goleando por 4 a 2, com atuação irrepreensível no primeiro tempo. Aos 21 minutos, o placar já apontava 2 a 0. Controlando a partida, ditando o ritmo e ocupando espaços, a Lusa foi absoluta. Na etapa final, continuou melhor, ampliou a contagem e só no final permitiu que o Papão descontasse.

A rapidez nas jogadas ofensivas e a intensidade na luta pela bola fizeram com que a Tuna tornasse fácil um jogo que tinha tudo para ser equilibrado. Com toques precisos, revezamento na marcação e saídas sempre em velocidade, o time de Robson Melo confundia as linhas do PSC e levava perigo constante à zaga – até então uma das melhores do campeonato.

Logo aos 2 minutos, Neto recebeu na direita e bateu cruzado. A bola passou à frente de Fabinho e rente ao poste direito de Victor Souza. Aos 13’, a bola é lançada na área do PSC, o goleiro rebate e Léo Rosa chega em velocidade para finalizar no ângulo esquerdo.

Com 1 a 0 no placar, a Tuna ficou ainda mais insinuante, com Lukinha, Artur, Neto e Léo infernizando as linhas defensivas do Papão. Aos 21’, Fabinho cobrou falta, a zaga afastou, mas Artur cabeceou da entrada da área. No caminho, Dedé desviou e a bola foi no poste direito. Alexandre Pinho, adiantado, tocou para as redes. Gols marcados pelos dois laterais.

A Tuna seguiu dando as cartas. Podia ter ampliado em avanços de Fabinho e Lukinha nas costas da desarvorada defesa do PSC. Enquanto isso, a única chegada mais forte do ataque bicolor foi no início da partida, quando Nicolas e Marlon se atrapalharam diante do goleiro Gabriel.

A rigor, só havia um time jogando bola. A Tuna se distribuía no gramado com disciplina e método. O PSC não encaixava ataques, perdia o duelo no meio e demonstrava uma insegurança defensiva até então inédita. As únicas saídas eram na base dos chutões.

No intervalo, Itamar Schulle trocou Marlon e Jhonnatan por Ruy e Robinho. Esqueceu de mexer na lateral-esquerda, onde Bruno Collaço não ganhava uma na disputa direta com Neto, Léo Rosa e Lukinha.

Antes que o PSC se restabelecesse, a Tuna foi lá e fez o terceiro. Aos 17’, Fabinho venceu Israel na corrida e passou para Lukinha disparar de primeira, sem chances para Victor Souza. Schulle então botou Gabriel Barbosa e Igor Goularte. Saíram Paulinho e Ari Moura. 

A Tuna trocou Fabinho por Bambelo. Sem nada mais a perder, o PSC passou a trocar passes e tentar o jogo aéreo. Aos 34’, Israel cobrou falta e Perema cabeceou no canto direito, diminuindo o prejuízo.  

A Tuna, porém, não estava acomodada. Aos 40’, Bambelo cruzou rasteiro para finalização de Paulo Rangel. Quatro gols pela direita do ataque. Só então Schulle notou que não dava para continuar com Collaço e lançou Diego Matos. Aos 42’, o PSC fez o segundo, em sem-pulo de Gabriel.

Um baile cruzmaltino como há muito tempo não se via no velho Souza. A Tuna pode até não ganhar o título, mas está jogando como campeã. 

GOLEADA CONVENCE DIRETORIA A DEMITIR SHULLE

Assim que terminou o jogo no Souza, por volta de meio-dia, o ônibus com a delegação bicolor partiu às pressas para a Curuzu. Havia uma razão. A diretoria queria comunicar a Itamar Schulle a decisão pelo seu afastamento. O presidente Maurício Ettinger, que segurou o técnico em momentos críticos – como a goleada diante do Remo e a queda na Copa do Brasil –, apoiou a posição dos demais diretores e optou pela demissão.

A avaliação na Curuzu é de que Schulle fracassou nos esforços para dar ao time organização e modelo de jogo. Perdido em dúvidas intermináveis, o treinador rodou todo o elenco e não definiu uma equipe titular. A série invicta de sete jogos disfarçou o fraco rendimento técnico.

O vexame frente à Tuna foi a gota d’água. A pífia produção coletiva revoltou a torcida e convenceu a diretoria a agir. O paulista Márcio Fernandes, que comandou o Remo em 2019, é a bola da vez.

DESPEDIDA HONROSA DO LIDER GERAL DO CAMPEONATO

ORemo foi a campo visivelmente disposto a dar uma resposta às queixas de seu torcedor depois da eliminação nas semifinais. O comportamento firme e competitivo, do começo ao fim, provou que todos estavam determinados a mostrar serviço e provar que a queda foi uma infelicidade própria do futebol.

É improvável que o torcedor esqueça a apatia demonstrada na quarta-feira, mas o resultado de sábado permitiu que o Leão fechasse a campanha em alto nível. Aplicado, meteu 3 a 0 no Castanhal, sem correr riscos. Garantiu o 3º lugar – embora, na contagem de pontos, seja o líder geral da competição – e a vaga na Copa do Brasil 2022.

Os primeiros movimentos evidenciaram a firme disposição do Remo em mostrar seriedade. Apesar de problemas para superar a marcação, ameaçava sempre que investia pela esquerda com Lucas Tocantins. Antes dos 10 minutos, criou três boas chances, com Cariús, Gedoz e Tocantins.

Aos 38 minutos, Marlon bateu escanteio e Lucas Siqueira cabeceou no canto esquerdo de Axel Lopes. A pressão continuou no 2º tempo: Fredson fez 2 a 0 logo a 1 minuto; Felipe Gedoz sacramentou a vitória aos 8’, em caprichada cobrança de falta.

Ainda houve um lance de pênalti sobre Dioguinho que a arbitragem fez vista grossa. Desta vez, Paulo Bonamigo retardou as trocas e lembrou finalmente de lançar Ronald como ala ofensivo nos oito minutos finais.

O Castanhal se desestabilizou depois do terceiro gol e não acertou mais o passo nas jogadas ofensivas, apesar do esforço de Fidélis e Quadrado. 

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