“Enquanto eu ficar muito puto com a derrota e muito feliz quando ganho, continuarei a trabalhar no futebol”. De forma simples e direta, o técnico Geninho definiu sua motivação para seguir na profissão.
A entrevista que vi na TV permitiu que passasse a ter nova impressão sobre o treinador, cuja fama (justificada) sempre foi de retranqueiro e adepto de rodízio de faltas. Na verdade, um perfil quase dominante entre os chamados “professores” do nosso futebol.
Acontece que as opiniões de Geninho chamam atenção pela franqueza. Foi categórico, por exemplo, quanto à preparação dos atletas. Disse que não tem tempo, nem vocação, para ficar ensinando fundamentos aos jogadores com os quais trabalha. Em suma, o treinador não tem obrigação de complementar a formação do atleta profissional.
Sua explicação é simples: precisa cuidar da montagem do time e parte do pressuposto de que os jogadores já estão prontos. Observou, por fim, que na Europa o jogador não chega incompleto aos clubes. Só é aceito se dominar todos os fundamentos – passe, recepção, cabeceio e chute.
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