Depois da Copa das Copas, os jogos da Série A do Campeonato Brasileiro se desenrolam quase que no piloto automático, sem encantar ninguém e atraindo cada vez menos torcedores aos estádios. Pior ainda é o comportamento dos jogadores, aparentemente empenhados apenas em ludibriar os árbitros, com aquela malandragem fora de época e que não leva a lugar nenhum.
Em São Paulo, no clássico Corinthians e Santos, boa parte do primeiro tempo foi perdida com paralisações forçadas. Santistas e corintianos competiam para ver quem caía mais, em atuações teatrais de quinta categoria. Sob a complacência do trio de arbitragem, que acabou ignorando lances grosseiros e de franca agressão ao espírito do jogo.
O Brasil que levou de 7 a 1 da Alemanha há pouco mais de um mês não entendeu a mensagem. Os principais artistas do espetáculo estão com a cabeça longe da verdadeira essência do futebol, em descompasso gritante com o que se passa nos outros países do mundo.
Enquanto a principal competição nacional virou um festival de faltas e simulações, amistosos entre grandes clubes europeus mostram entrega e dedicação por parte de todos os atletas. Eles sabem que é o momento precioso de ajustar a equipe, assimilar as orientações técnicas e acertar o pé.Por isso mesmo, alguns jogos entre times ingleses, alemães e italianos têm se mostrado mais aguerridos e competitivos do que as sonolentas partidas disputadas na Série A brasileira.
Alguma coisa continua fora de ordem.
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