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GERSON NOGUEIRA

Contribuição não reconhecida

Colaborador voluntário do Papão durante anos, o professor Evaldo José faz detalhada narrativa em mensagem à coluna, lamentando que seus conhecimentos profissionais tenham sido deixados de lado pelo clube em momento de crise no futebol, com resultados pífi

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Colaborador voluntário do Papão durante anos, o professor Evaldo José faz detalhada narrativa em mensagem à coluna, lamentando que seus conhecimentos profissionais tenham sido deixados de lado pelo clube em momento de crise no futebol, com resultados pífios na Série C. Faz a ressalva de que o trabalho de Mazola Jr. no primeiro semestre superou expectativas, chegando a participar de quatro competições e mantendo o time como um dos mais ofensivos do país.

Evaldo recorda que, em 2012, por ocasião da definição do acesso à Série B contra o Macaé-RJ, pediu permissão ao técnico Lecheva e ministrou palestra motivacional aos atletas. O professor destacou, na ocasião, temas como “a conscientização de honrar as cores de um clube como o Papão”, “a importância de saber vencer ou perder” e “conduta diante da arbitragem em momentos de tensão no jogo”. Depois de tudo, ele diz não ter sido procurado nem ao menos para um “muito obrigado” pela contribuição.

Cita, ainda, a quebra do tabu em jogos fora de casa, no ano passado, com a vitória sobre o América-MG em Belo Horizonte. Antes da partida, com aval do técnico Wagner Benazzi, Evaldo voltou a fazer uma palestra de 20 minutos ao elenco. “Porém, dessa vez, não é que eu não consegui nenhum muito obrigado (após a vitória), mas o ‘ataque, pelas costas’ foi pior. O Paysandu ainda iria encarar seis adversários e se eu viesse a trabalhar em pelo menos mais um confronto, não teria descido a ladeira e rebaixado. A ingratidão falou mais alto, mais uma vez, e deu no que deu, e está dando”.

O professor lamenta, ainda, que Mazola Jr. não tenha concordado com sua participação na fase de preparação dos atletas. Evaldo atribui a essa negativa o insucesso do Papão nas duas finais disputadas sob o comando de Mazola, o Parazão e a Copa Verde. “Gostaria de contar um pouco dessa história, pois os torcedores não têm a dimensão do que acontece com quem, mesmo se empenhando em ser um torcedor que não invade campo e nem atira nada para o gramado, não tem o reconhecimento devido”, finaliza.

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