A pequena revolução iniciada por Levir Culpi no Atlético Mineiro, liberando os atletas do regime de concentração, acena para novos tempos nas relações trabalhistas no futebol. Experiente e sem meias palavras, Levir convenceu o presidente Elias Kalil a endossar a iniciativa. Vem dando certo, embora ainda sob eventuais ataques da cartolagem do clube e de setores da própria imprensa mineira.Levir não está descobrindo a pólvora. Reedita o que a seleção da Holanda já fazia em 1974, sob o comando de Rinus Michels.
Agora mesmo, por ocasião da recente Copa do Mundo, Louis Van Gaal manteve esse procedimento, com excelentes resultados.No Brasil, o único registro anterior é o da Democracia Corintiana, que sob a liderança e inspiração de Sócrates revolucionou por dois anos o carregado ambiente dos clubes no Brasil. Durou pouco, mas deixou marcas, como prova o gesto de Levir no Galo.
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