André Bahia, no apagar das luzes, crava a vitória que pode redimir o ano do Botafogo. Ano de pindaíba total, ameaça de rebaixamento, dívidas e humilhações sem fim, mas a Estrela Solitária segue a reluzir. Até em noite de apagão. Melhor ainda é que a vitória veio na bola, dentro do Castelão, sem necessidade de truques ou pênaltis roubados. Uma noite feliz.
Já no Maracanã o outro jogo angustiante da quarta-feira deixou muito a desejar. Nem tanto quanto ao empenho dos jogadores de Flamengo e Coritiba, que lutaram incansavelmente por seus objetivos.
O problema estava na arbitragem, velho calo em jogos que envolvem clubes de massa no Brasil. Principalmente quando esses clubes precisam de algum tipo de ajuda para seguir em frente. Ontem, o Flamengo talvez nem precisasse desse socorro, mas acabou premiado com um penal inventado no segundo tempo.
A bola foi chutada em direção ao zagueiro do Coritiba, que visivelmente tentou evitar o toque, mas o apitador foi implacável e assinalou a infração. Logo depois, ele ignorou um penal claro sobre Alex. Na sequência, em contra-ataque, saiu o terceiro gol rubro-negro, que levou à vitória na decisão em penalidades.
Coisas do futebol brazuca.
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