Saiu a nova lista de convocados para amistosos do Brasil e a reação foi o habitual festival de bocejos. As novidades são Mário Fernandes e Dodô, jogadores desconhecidos no país e que atuam no Leste Europeu.
Dunga e seus auxiliares demonstram que estão atentíssimos àquela estratégica região do planeta. O diabo é que dali não saiu até o momento nenhum craque capaz de tirar o futebol brasileiro do beco sem saída em que se encontra.
Mais do que as tímidas caras novas dessa convocação, chama atenção a dificuldade de Dunga em romper com a Seleção que jogou a Copa do Mundo e proporcionou o pior vexame de um país-sede na história dos mundiais. O próprio massacre de 7 a 1 aplicado pela Alemanha no Brasil parece ter sido convenientemente esquecido. Não há menção à tragédia, como se o silêncio se encarregasse de apagá-la.
A insistência em chamar alguns nomes (Willian, Fernandinho, Ramires) chamuscados na Copa revela a única preocupação de Dunga a essa altura: sobreviver no cargo. Renovação continua a ser palavra apenas decorativa no vocabulário dos que comandam a Seleção.
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