Quando a Seleção Brasileira é formada apenas por jogadores que atuam no exterior irrompe de imediato a constatação de que o Brasil bom de bola é realmente algo que só se encontra nos registros do passado. A característica dos jogadores convocados por Mano Menezes, Felipão e agora Dunga é a mesma. Todos correm bastante, marcam com denodo, mas criam pouquíssimo.
Até mesmo os homens de meio, como Oscar e William, são pouco afeitos ao jogo de dribles e lançamentos. Jogam muito mais no velho um-dois, tocando rápido e curto. Qualquer expectativa a passes mais longos se frustra na primeira jogada. Foi assim na Copa do Mundo e é pouco provável que o cenário venha a mudar.
E o motivo é bem simples. Todos os jogadores, incluindo ainda Fernandinho, Lucas e Luiz Fernando, tiveram parte de sua formação completada sob influência da escola europeia. Trabalham há anos com treinadores que não admitem mudanças ou improvisos no posicionamento dentro de campo.
Quem se mete a discordar, perde espaço. Com Dunga a prosa é mais ou menos parecida, o que faz com que se sintam à vontade e repitam o joguinho básico de sempre. Eficiente, às vezes. Sem brilho, sempre.
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