Começa hoje a grande decisão da Série C e o Papão entra com boas perspectivas de êxito na busca pelo seu terceiro título em campeonatos brasileiros. Tem a melhor campanha e atravessa momento ascendente na competição, apesar do apagão técnico visto no segundo tempo em Mogi.
O Macaé também vem forte, embalado por classificações convincentes nas etapas anteriores, sobre Fortaleza e CRB. Ainda assim, o peso da camisa e das tradições bicolores deve fazer a diferença nesta final.
É claro que Mazola Junior e seus jogadores não podem se prender a questões de retrospecto. Acima de tudo, o Papão precisa jogar bem e superar as dificuldades normais de um confronto decisivo fora de casa.
O bom senso recomenda que o otimismo fique restrito à torcida, cuja confiança aumentou consideravelmente depois das grandes atuações do time nos cruzamentos com Tupi-MG e
Mogi Mirim.
Com a equipe titular recomposta, como não ocorria há três jogos, Mazola tem a oportunidade de botar em funcionamento pleno o esquema de marcação que é a base do sucesso do Papão na Série C.
O volante Zé Antonio e o lateral-esquerdo Aírton retornam ao time, aumentando a margem de segurança para esta primeira partida com o Macaé. No meio-de-campo ainda persiste o problema de criação. As improvisações (Héverton, Paraná) não renderam o esperado.
A grande alternativa seria Djalma, pela mobilidade e entrosamento com Pikachu, mas Mazola prefere manter Héverton. Na prática, porém, o problema não comprometeu a caminhada da equipe, o que de certa maneira justifica a escolha do técnico.
Cabe observar que a ausência de um especialista na criação só foi compensada pela organização que Mazola conseguiu montar no setor de meia cancha. Na maioria dos jogos, Augusto Recife se comporta como um autêntico armador, pois é o responsável pelos lançamentos e acerto na saída de bola. Zé Antonio, quando inspirado, também executa esse papel.
O ataque é o setor que, juntamente com a defesa, conseguiu o encaixe quase perfeito. Bruno Veiga e Ruan se entendem às mil maravilhas, mesmo não agindo como atacantes tradicionais. Buscam o jogo longe da área e têm conseguido marcar gols graças ao excelente condicionamento físico. Veiga, principalmente, tem dado frequentes piques de até 40 metros com a bola dominada, o que é uma façanha atlética.
Do lado adversário, as informações mais precisas indicam que o time aposta todas as suas fichas nas jogadas ensaiadas, explorando o jogo aéreo e a boa movimentação do atacante Juba. O experiente volante Gedeil volta à equipe, que não terá o seu principal zagueiro, Douglas.
Importante: como precisa construir bom resultado, o Macaé mantém o esquema de três atacantes, que funcionou muito bem diante do CRB.
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