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GERSON NOGUEIRA

Sobre a grande festa mineira

Não foi a final exuberante que se esperava. Talvez a gente esteja se acostumando mal com finais da Copa do Brasil, sempre muito interessantes de ver. O jogo que definiu a grande conquista do Atlético-MG, anteontem, foi pouco mais que mediano. Disputado pa

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Não foi a final exuberante que se esperava. Talvez a gente esteja se acostumando mal com finais da Copa do Brasil, sempre muito interessantes de ver. O jogo que definiu a grande conquista do Atlético-MG, anteontem, foi pouco mais que mediano. Disputado palmo a palmo, como todo clássico entre rivais diretos, mas inferior a vários outros do próprio Galo na competição.

Um motivo contribuiu decisivamente para certo esfriamento da final mineira. Ao contrário do Galo, sempre intenso, o Cruzeiro não jogou. De ressaca pelo título da Série A, ganho no domingo, o time estrelado até se esforçou, mas não conseguiu entrar no clima da decisão.

Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno, o trio de ouro do bicampeão brasileiro, parecia desplugado. Moreno corria feito louco, mas a bola não chegava. Tudo porque Ribeiro e Goulart, responsáveis pela criação de jogadas, também não viram a cor da bola.

Nada que diminua os méritos do Galo, é bom que se diga logo.

Para superar o melhor time brasileiro da atualidade, Levir Culpi armou uma estratégia interessante. Depois de arrancar a vitória no jogo diante de sua torcida, estabelecendo vantagem de 2 a 0, ele foi à Arena Mineirão com um plano diferente. Inverteu as expectativas, lançando-se ao ataque desde o começo.

Criou três grandes chances antes de chegar ao gol, no penúltimo minuto do primeiro tempo. Para isso, teve uma defesa impecável, um lateral direito (Marcos Rocha) firme, dois atacantes de excelente movimentação (Tardelli e Maicosuel) e uma cabeça pensante no meio: Dátolo.

O meia-armador argentino foi o nome do jogo, organizando o Galo na intermediária e participando ativamente das ações ofensivas. Foi dele o cruzamento perfeito para o gol de Tardelli e vários passes de média distância que confundiam a marcação cruzeirense. Ainda encontrou tempo para mandar uma bola na trave de Fábio em cobrança de falta aos 30 minutos da etapa final.

Além de Dátolo e Tardelli, o Galo deve muito ao comando firme e sereno de Levir Culpi. Dos técnicos em atividade no país é, disparadamente, o mais esclarecido e sincero nas posições que assume. Título merecidíssimo.

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