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GERSON NOGUEIRA

Um paraense entre os melhores

Como o tema preferencial do final de ano no futebol é a lista dos melhores (e piores), a CBF também anunciou suas escolhas. O time do Campeonato Brasileiro da Série A começa com a consagração de Everton Ribeiro, aclamado craque da competição pelo segundo

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Como o tema preferencial do final de ano no futebol é a lista dos melhores (e piores), a CBF também anunciou suas escolhas. O time do Campeonato Brasileiro da Série A começa com a consagração de Everton Ribeiro, aclamado craque da competição pelo segundo ano consecutivo, e tem até um paraense entre os eleitos.

No gol, merecidamente desponta a “estrela solitária” Jefferson. Guardião de um dos piores times do Botafogo de todos os tempos, o goleiro teve que mostrar todos os seus préstimos para evitar vexames ainda maiores no campeonato.

Nas laterais, Marcos Rocha (Atlético-MG) e Egídio (Cruzeiro) foram de fato peças importantes nos esquemas de seus times, com destaque um pouco maior para o cruzeirense.

A defesa traz uma injustiça. Ao lado do corintiano Gil, foi incluído Dedé (Cruzeiro), cuja temporada foi repleta de altos e baixos. Leonardo Silva, do Galo, foi muito superior e merecia a titularidade na lista.

No meio-de-campo, a evidência plena do domínio cruzeirense no campeonato: Souza (São Paulo) aparece ao lado de Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, todos da Raposa. Senti falta de Dátolo na meiúca, mas a escolha não está de todo incorreta.

A dupla de ataque é formada por Diego Tardelli (Galo) e Paolo Guerrero (Corinthians). A contestar apenas a não inclusão de Marcelo Moreno, que, no Brasileiro, foi superior a Tardelli.

E até o Pará, meio que por tabela, entrou na dança. Como revelação da competição aparece Erik, do Goiás. Oriundo de um assentamento agrícola (Projeto Tuerê) às proximidades de Novo Repartimento, na Transamazônica, Erik foi levado para testes no clube goiano com 11 anos de idade. Passou ao largo do futebol de Belém, o que talvez ajude a explicar sua trajetória vitoriosa até aqui.

O comandante, como não podia deixar de ser, é Marcelo Oliveira. Bicampeão brasileiro e pela segunda vez eleito o melhor técnico do país, o mineiro de estilo discreto se consagra e parece preparado para voos maiores.

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