Quando alguém se der ao trabalho de montar o ranking informal dos desportistas mais sortudos do planeta, seguramente haverá lugar de honra para Rubens Barrichello, que só foi brilhante nas patrioteiras narrações de Galvão Bueno. É verdade que ele tem colegas ilustres nessa lista.
O piloto forma um trio de responsa com o ex-goleiro Doni, que saltou do banco corintiano para a titularidade na Seleção, e com o ex-atacante Caio, hoje comentarista, uma eterna promessa de craque que jamais vingou, embora tenha jogado por alguns dos melhores clubes do mundo.
Eterno coadjuvante, Rubinho amealhou uma bela fortuna correndo pela Ferrari e, no fim das contas, mal agradecido, ainda veio com aquela lorota de injustiça. Tudo porque a escuderia italiana dava prioridade ao supercampeão Michael Schumacher.
A recente vitória na Stock Car vem confirmar a incrível trajetória de Rubinho. Por incrível que pareça, foi o primeiro campeonato de automobilismo vencido por ele em 23 anos!
Tão longo jejum não travou uma carreira endeusada por boa parte da mídia. É preciso reconhecer: o homem pode ser lento, mas tem lá seus méritos.
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