Enquanto por aqui os clubes fingem nadar em prosperidade, nos demais países sul-americanos campeia uma realidade inteiramente diversa. Nem a Argentina vice-campeã mundial está imune a um cenário de forte pindaíba. Seus maiores times padecem da falta de patrocínio e sobrevivem com dificuldades, dependendo da comercialização de seus melhores jogadores.
Apesar da iminente quebradeira, não se pode esquecer que o momento é altamente favorável ao futebol argentino em comparação com o nosso. Conseguiram passar por cima de mazelas bem conhecidas, como a corrupção da cartolagem e a bagunça administrativa, para manter o protagonismo no continente.
Seus times conquistaram a Libertadores e a Copa Sul-Americana, além de a seleção ter feito bonita jornada em campos nacionais na Copa do Mundo, culminando com a ida à grande final no Rio de Janeiro. Não ganharam, mas participaram da festa em grande estilo, ao contrário do time de Felipão.
Ainda assim, a fragilidade econômica do futebol argentino só é hoje compensada pela paixão sem limites das torcidas, cujos espetáculos continuam nos causar inveja. Foi assim, por exemplo, anteontem, quando o River Plate derrotou o Atlético Nacional e festejou o título da Sul-Americana.
Metade do valente time de Gallardo pode tranquilamente tomar o rumo de clubes brasileiros, pois os salários que são pagos aqui superam em muitos dígitos os que são praticados lá. É questão apenas de escolher e partir para a pressão direta.
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