Os (maus) exemplos de fora costumam ser copiados com esmero aqui no Pará. Tem sido assim, há tempos. Para esta temporada, porém, a dupla Re-Pa demonstra um capricho raro na hora de contratar. O Papão tem tido a cautela extra de só anunciar oficialmente seus jogadores depois que eles firmam contrato.
As aquisições têm sido cirúrgicas, respeitando rigorosamente as necessidades do elenco e uma linha de gastos pré-estabelecida.
Na mesma toada, o Remo dá passos medidos, evitando enfiar o pé na jaca como na temporada passada, quando de uma tacada só a diretoria fez desembarcar em Belém mais de uma dúzia de contratados. Alguns, como o tempo revelaria, inteiramente sem condições de honrar o significado da palavra reforço.
Desta vez, somente a contratação de Flávio Caça-Rato extrapolou o teto estabelecido pelos dirigentes, embora justificada pela necessidade de um nome com bom apelo de marketing junto ao torcedor.
Os emergentes se comportam com igual parcimônia, limitados por orçamentos mais enxutos. O Castanhal tem sido o mais ousado, importando treinador e buscando reforços fora do Estado. Independente, São Francisco, Gavião, Tapajós, Cametá, Paragominas e Parauapebas fortalecem seus elencos com jogadores regionais, sem maiores extravagâncias.
Ainda bem.
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