Um clássico Re-Pa para reabrir a temporada vem sendo defendido por dirigentes dos dois clubes, mas padece de um sério problema de origem: o pouco atrativo representado por times que ainda se estruturam e estão longe da melhor forma física e técnica.
Quem advoga a ideia está mirando exclusivamente no faturamento. O motivo é mais do que justificado, mas é forçoso observar que até essa meta pode estar comprometida pela tradicional ojeriza do torcedor por amistosos caça-níqueis.
A história de que o jogo serviria para apresentar os novos jogadores dos dois rivais também não convence, pois o Campeonato Estadual começará em duas semanas e todos os recém-contratados poderão ser vistos em ação.
O mais importante de tudo é que um clássico a poucos dias do pontapé inicial do Parazão funcionará como anticlímax, podendo até queimar algumas das atrações maiores do campeonato.
Que ninguém se engane: apesar da ansiedade, o torcedor remista quer ver Flávio Caça-Rato em ação, mas em jogo oficial. O mesmo ocorre com os bicolores, que esperam ver Rogerinho com a camisa 10 bicolor em confronto valendo ponto.
Badalar o Parazão é o melhor caminho para garantir boas rendas a médio prazo.
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