O Remo fez seu primeiro teste com o novo elenco, venceu por 3 a 1 e Zé Teodoro deve ter tirado suas conclusões sobre a força de que dispõe para o Campeonato Paraense e também para o amistoso de quarta-feira contra o Papão. A movimentação foi boa, a torcida saiu satisfeita e ficou a esperança de que o time venha a dar certo.
Para o clássico, o técnico não vai poder contar ainda com peças recém-chegadas, como Flávio Caça-Rato. São jogadores que estão empenhados em recuperar a boa forma.
Na prática, Zé Teodoro vai lançar neste primeiro compromisso oficial o time que começou o jogo-treino com o Bragantino. Ainda sem Levy na lateral-direita, terá que improvisar e o setor de marcação fica com Ilaílson e Macena. A armação é de responsabilidade de Eduardo Ramos, ajudado por Fabrício, que também terá missão de marcar.
Já o ataque permanece todo concentrado na velocidade de Roni pelos lados do campo e Rafael Paty (ou Val Barreto) no meio da área. Zé Teodoro, pelo menos por enquanto, com os jogadores que tem, não tem muito como criar variações para o setor, a não ser com a eventual utilização de Ratinho, como no início do amistoso de ontem.
Da partida amistosa, ficou a curiosidade de ver Zé Teodoro utilizando de cara o time considerado B: César Luz; Rodrigo Castanhal, Ian, Igor João e Alex Ruan; Nadson, Warian Santos, Marquinhos e Ratinho; Sílvio e Val Barreto.
O pouco entrosamento demonstrado no primeiro tempo, normal a essa altura da preparação do elenco, não quebrou o ânimo da torcida, que viu Joãozinho abrir o placar para os visitantes, batendo pênalti. Muitos passes errados na saída para o ataque e Ratinho tentando solitariamente resolver as coisas no meio deixaram o Remo à mercê do esforçado Bragantino.
A equipe considerada titular entrou em cena na segunda etapa e, como esperado, mostrou mais qualidade. Fabiano; Dadá, Rafael Andrade, Max e Jadilson; Felipe Macena, Ilaílson, Fabrício e Eduardo Ramos; Roni e Rafael Paty. Logo de cara, Macena igualou o placar.
Na criação, Eduardo Ramos deu mais agilidade às ações ofensivas, com passes e lançamentos que serviram para expor as fragilidades do adversário. Em alguns momentos, as triangulações entre Ramos, Fabrício e Roni chegaram a empolgar o torcedor.
Os gols surgiram naturalmente. Dadá desempatou aos 17 minutos e Ramos ampliou aos 44. Como se sabe, nesse tipo de treino o que menos importa é o marcador, mas os dois tempos revelaram as necessidades de ajustes, principalmente à frente da área e algumas indefinições ofensivas.
Até quarta-feira, Zé Teodoro terá que queimar as pestanas para reduzir ao máximo os problemas mostrados ontem para fazer frente ao maior rival no primeiro confronto oficial do ano – este, sim, pra valer.
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