Marlon chegou, vestiu a camisa de treino e assumiu a condição de jogador do Papão. Ele foi contratado para resolver um dos maiores problemas do time nos últimos dois anos. O lateral que mais convenceu por ali foi Rodrigo Fernandes na Série C 2012.
Não era brilhante, mas tinha na regularidade seu principal trunfo. Marcava bem e ajudava nas subidas ao ataque. Com sua saída, o Papão viu-se obrigado a improvisar Pablo até que Aírton foi contratado. Instável, nunca conseguiu aplausos unânimes.
Marlon chega sob aplausos gerais, mas com a imensa responsabilidade de resolver um drama antigo. Experiente, sabe que as cobranças virão logo. Com boas passagens pelo Criciúma (2013) e Vasco (2014), obteve dois acessos à Série A, o que é prova de sua eficiência na posição.
Volante por formação, Marlon começou a cair para o lado esquerdo quando jogou pelo Remo e viveu sua melhor fase no futebol paraense. Apesar disso, sofreu nas mãos de técnicos que priorizavam reforços importados.
Deve estar, a essa altura da carreira, saboreando o fato de que seu futebol só passou a ser enaltecido por dirigentes, imprensa e torcedores paraenses depois que mostrou qualidades lá fora.
Não tenho dúvida: essa renitente vocação vira-lata ainda vai acabar com o futebol papachibé. Que Marlon resolva os problemas do Papão e ajude, em campo, a calar a boca de muitos críticos do passado.
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