Surpreso, vi na TV o apagão do Bayern de Munique diante do Wolfsburg sexta-feira pelo certame alemão. Pode-se dizer que, nas circunstâncias, o 4 a 1 final foi até pouco para o desembaraço e a ampla movimentação do time alviverde. Jogadas em velocidade, contra-ataques muito bem executados e atuação impecável do beque brasileiro Naldo.
Curiosamente, do outro lado, ganhou relevo a patética jornada do também brasileiro Dante. O sempre sorridente beque errou passes de dois metros de distância, perdeu bolas na entrada da área e não conseguiu sequer dar combate direto aos atacantes do Wolfsburg quando vinham em sua direção.
No quarto gol, saiu correndo atrasado e quando deveria dar o bote preferiu recuar em direção à meta de Neuer, com medo de levar um drible desmoralizante e permitindo com isso que o atacante calibrasse o chute com tranquilidade. Falha primária até em futebol pelada.
Dante repetiu em cores vivas a desastrosa atuação da semifinal da Copa do Mundo diante da Alemanha, na Arena Mineirão. Naquela tarde, ao lado de Fernandinho e David Luiz, ele foi um dos principais responsáveis pela sequência de gols que levaria à goleada histórica de 7 a 1.
Lembro que, como na sexta-feira, no jogo do Mundial ele não conseguia acertar o tempo da bola nos escanteios e errava até tiro de meta. Fraco nos desarmes, sem velocidade e nenhum poder de recuperação, parecia estranho que tivesse sido convocado por Felipão.
Agora, sete meses depois, soa esquisito que ocupe a titularidade na zaga de um dos dois melhores (o outro é o Real Madri) times do mundo.
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