Nem bem o campeonato começou e o Remo já se vê mergulhado em situação tensa. Por culpa dele mesmo. A desafortunada estreia contra o Parauapebas desencadeou previsível estremecimento entre diretoria e comissão técnica, levando a atitudes infelizes de alguns diretores. O técnico Zé Teodoro, experiente e acostumado a enfrentar problemas do gênero, saiu muito agastado da reunião de domingo à noite.
Continua no cargo, mas sabe a gravidade do momento. Caso o Remo tropece no jogo de amanhã em Tucuruí, sendo eliminado precocemente do turno, o técnico poderá ser demitido. Clubes de massa funcionam assim, historicamente. O drama azulino é ainda mais complicado porque, além da pressão natural do torcedor, há o peso da responsabilidade pela conquista da vaga à Série D.
Em meio a isso, surgem especulações quanto a nomes de outros treinadores, incluindo o de Mazola Jr., ex-comandante do Papão, que chegou a ter altercações com o então presidente Zeca Pirão ao insinuar um esquema de favorecimento ao Remo no Parazão do ano passado.
A situação foi contornada depois que Mazola se retratou, admitindo um dia trabalhar no clube, desde que Pirão não estivesse mais no poder. Como há um novo presidente (Pedro Minowa), as portas estariam abertas.
Ocorre que Zé Teodoro tem chances de se reerguer depois do mau passo inicial. Com modificações pontuais no meio-de-campo, o Remo deve ter outra postura contra o Independente. Nada está perdido, mas o quadro é preocupante.
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