À beira de uma crise inesperada, em função do tropeço na estreia, o Remo encara o Independente hoje à noite, em Tucuruí, com a obrigação de vencer. Caso perca, fica praticamente eliminado do turno já na segunda rodada. O novo formato do campeonato, de tiro curto e defendido pela diretoria remista, não dá muitas chances a quem começa mal.
O rendimento pífio do meio-de-campo, que praticamente se manteve sem agredir a defesa do Parauapebas, é o ponto mais preocupante para o técnico Zé Teodoro. As mudanças previstas incluem uma inversão de posicionamento: Ilaílson cai para a lateral-direita, quebrando um galho na ausência de Levy, e Dadá entra como volante. Na lateral-esquerda, Alex Ruan deve assumir a titularidade.
O volante Felipe Macena, que atuou muito mal no domingo, deve ser mantido e Eduardo Ramos segue na armação. O ataque, com Roni e Rafael Paty, não deve mudar. Flávio Caça-Rato, cotado para entrar jogando, deve ser lançado no segundo tempo.
Zé Teodoro, porém, não deve se restringir a isso. Pelo que foi apresentado no primeiro jogo, fica claro que o time ainda carece de entrosamento. Sem jogadas trabalhadas, a força de ataque está limitada a cruzamentos em direção à área.
É pouco provável que o repertório do time tenha se modificado em tão pouco tempo, mas a atitude dos jogadores deve ser outra. Pressionados pela torcida, que reclamou muito da apatia da equipe contra o Parauapebas, o Remo de hoje deve ser mais agressivo.
O grande drama azulino está na lentidão na saída de jogo entre defesa e meio-campo. Os jogadores encarregados de fazer essa conexão são lentos e pouco criativos. No Re-Pa, esse problema não se apresentou porque Macena e Fabrício atuaram muito bem. Na estreia do Parazão, ambos se arrastavam em campo.
Contra o aplicado Independente de Lecheva, o Remo terá que ser mais objetivo e rápido do que foi diante do Pebas. E sua defesa não pode mais cometer tantos deslizes, levando em conta que os zagueiros Max e Rafael jogam juntos desde o ano passado.
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