“A chuva traz uma sensação diferente ao ser. Nem todos estão preparados. Há quem reclame e há quem agradavelmente a receba. Mas diante da seca ou do calor temos que saber entender a chuva e o seu valor. O Remo tal e qual a ideia acima agradou alguns e, claro, ainda deixou muitos com reclamações fundadas e infundadas. Saibamos nutrir as gotas ou o toró de domingo, pois até o meio da semana estávamos com a o calor e a seca de esperança de poder prosperar este ano. Vamos nos unir. Cobrar com consciência sempre. E fazer deste ano, o ano...”.
De Gil Mattos, professor, poeta e azulino juramentado.
Ah, esse amor futebolístico, tão efêmero...
Os poetas e compositores já produziram milhares de obras falando das falsetas do amor, mas seguramente poucos deles se debruçaram sobre o lado efêmero das paixões que envolvem boleiros e clubes. Loco Abreu, ídolo da torcida botafoguense, deixou os pruridos de lado e acaba de notificar o clube cobrando dívida de R$ 2,2 milhões por não pagamento de direito de imagem entre 2010 e 2012.
Abreu está buscando garantir seus direitos e ninguém há de condená-lo por isso, mas a opção pela via judicial (quase certa nesse caso) marcará um litígio capaz de abalar a grande estima que o torcedor tinha por ele. Faz lembrar Sandro, capitão e líder do Papão durante anos, cuja história de lealdade ao clube foi duramente manchada pela insistência em ir às últimas consequências para cobrar dívidas passadas.
O amor, mais do que nunca, é posto à prova quando há dinheiro em jogo.
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