O Corinthians teve nove chances de gols, fez dois. O São Paulo não criou nenhuma, ficou no zero. Libertadores é torneio de características muito particulares. Uma delas é a obrigação de correr e se entregar ao jogo. Os tricolores pareciam de ressaca carnavalesca, ontem, ao contrário dos lépidos e dinâmicos corintianos. Os tricolores se deixavam marcar e os corintianos fechavam os espaços. Não havia como dar outro resultado.
O primeiro gol do jogo foi uma apoteose de tabelinha em velocidade, entre Danilo, Jadson e Elias, com arremate precioso deste último. Ainda houve tempo para um toque de polêmica na jogada do segundo gol, como quase sempre, em jogos do Corinthians. Foi visível o empurrão de Emerson Sheik no volante são-paulino. A bola foi ao ataque e Rogério Ceni aceitou, com mãos de mamona, o chute de Jadson.
Chamou atenção a partida quase letárgica de Paulo Henrique Ganso, de quem se esperava muito na Libertadores, depois de um final de temporada entusiasmante. Como o São Paulo depende muito dele, a ausência de imaginação no meio foi determinante para o insucesso.
Ganso, por sinal, mostrou-se descontrolado nas reclamações contra a arbitragem, fugindo ao seu estilo normalmente contido. No final, deselegante, subiu o tom e falou que o São Paulo foi roubado, que o árbitro merecia sair de camburão e citou até Serginho Chulapa, insinuando que o apitador merecia levar uns cascudos.
Definitivamente, o nosso camisa 10 não foi em campo e pior ainda fora dele.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar