O departamento jurídico do Remo fechou acordo, pagando a primeira parcela e conseguiu sustar o leilão da área do Carrossel que estava marcado para hoje por decisão do juiz da 13ª Vara da Justiça doTrabalho, Jorge Vieira. Apesar de acordo firmado com representantes dos maiores credores do clube, o juiz havia confirmado o leilão levando em conta que existem “outros credores que não podem ser prejudicados”.
Um conhecido leiloeiro iria apresentar proposta de R$ 4,5 milhões, parcelados, a exemplo do que foi feito com a sede campestre do Remo, arrematada por R$ 3 milhões, com o comprador pagando à vista R$ 600.000,00 e o restante em parcelas mensais de R$ 200.000,00. A avaliação do Carrossel na JT é de R$ 7.100.000,00.
Com a suspensão do leilão do Carrossel, resta a preocupação com a outra área anexa ao estádio Evandro Almeida, cujo leilão foi marcado para o dia 27 de março. A diretoria já se mobiliza para firmar novo acordo.
Em carta endereçada ao Condel e aos dirigentes do clube na última segunda-feira, 23, o conselheiro Ronaldo Passarinho manifestou sua preocupação com o atual quadro. “Bradei no deserto e agora – realizado o leilão – teremos a preocupação imensa com o Baenão (semidestruído) já que só a dívida trabalhista passa dos R$ 10 milhões. Durante quatro anos (2011 a 2014) mandei e-mails, reclamei pessoalmente a quem de direito e denunciei no Condel o que estava acontecendo, sem que tivesse sido ouvido”, protesta Ronaldo.
Acrescenta: “Os criminosos contratos fantasiosos, muito acima da realidade financeira do clube, jamais passaram pelo Jurídico. O ápice foi em 2014, com a imoral folha salarial de R$ 550 mil, isto sem contar ‘luvas ou aquisição de direitos econômicos’, como foi o caso do jogador Eduardo Ramos, que recebeu a este título R$ 450 mil”. Encerra a mensagem, desculpando-se pela “intromissão de quem não aceita calado ver tantos desmandos”.
Em tempo: Ronaldo é sócio proprietário do Remo desde 3 de novembro de 1954. Trabalhou como diretorde Futebol e até 2013 foi atuante diretor jurídico do clube. Graças aos seus esforços, o estádio Baenão escapou de ser transacionado pelo então presidente Amaro Klautau por R$ 32 milhões – quando seu valorde mercado é de, pelo menos, R$ 60 milhões.
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