Como diz a velha canção, todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite e o torcedor do Papão não esperava outra coisa que não fosse uma vitória por boa margem. Tudo bem, o adversário era o Nacional, tradicional carne de pescoço dos clubes paraenses, mas a estreia de Dado Cavalcanti reforçava o otimismo alviceleste.
E a espera valeu à pena. O Papão não só venceu, como convenceu. O tal sistema de marcação dinâmica, espraiada pelos diversos setores do campo, funcionou razoavelmente bem e o time foi cirúrgico, aproveitando as chances criadas.
O gol de Aylon logo aos 15 minutos deu a tranquilidade necessária para o time se impor, estabelecendo seu jogo. Rogerinho, Pikachu, Bruno Veiga e Aylon faziam boa movimentação, triangulando e envolvendo a marcação.
A jogada do gol evidenciou isso. Aylon arrancou pela direita, tocou para Augusto Recife no ponto futuro e recebeu de volta na entrada da área, disparando um chute certeiro no canto direito do gol de Rodrigo Ramos.
Com o apoio da galera, o Papão continuava em cima e poderia ter ampliado ainda na primeira etapa, mas os gols acabaram saindo depois do intervalo. Bruno Veiga marcou aos 4 minutos, aproveitando um rebote do goleiro do Nacional. Aos 32, o próprio Veiga aumentaria ao desviar de cabeça um cruzamento açucarado de Augusto Recife. O time jogava fácil, deixando o Naça muitas vezes na roda.
Como consequência natural desse domínio, nasceu o quarto gol. Um chute rasteiro de Carlinhos, de fora da área, surpreendeu o goleiro e foi morrer no cantinho. Raílson ainda diminuiu para os amazonenses aos 39, mas os quase 8 mil torcedores presentes à Curuzu tinham todos os motivos para sair celebrando a vitória, confiantes na caminhada do time na Copa Verde.
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