Em programa da ESPN, ontem, o bom José Trajano pôs o dedo na ferida. Alguns jogadores continuam supervalorizados no Brasil, mesmo depois de todo o rebuliço causado pela tragédia de Belo Horizonte durante a última Copa do Mundo.Citou, particularmente, o atacante Alexandre Pato, que muitos ainda consideram uma promessa. Como Trajano, há um bom tempo que vejo em Pato apenas um atacante jovem, com habilidade, mas sem nenhum recurso que o diferencie de tantos outros.
Aliás, Pato lembra perigosamente Caio Ribeiro, que perambulou por grandes clubes (São Paulo, Internazionale, Botafogo) sem jamais ter escapado da condição de mediano. Jogava bonitinho, mas o futebol era ordinário. Contou com bons empresários e deve ter faturado um bom dinheiro ao longo da carreira, que encerrou sem ninguém perceber.
Pato, que foi apontado como grande esperança quando foi lançado no Internacional, já teve tempo suficiente para mostrar a que veio. Esteve no Milan, contando com todos os privilégios decorrentes de ser o namorado da filha do próprio Berlusconi, proprietário do clube. Podia ter se consagrado, mas afundou junto com o esquadrão rubro-negro de Milão.Voltou ao Brasil para defender – a peso de ouro – o Corinthians, mas lá não ficou mais do que seis meses. Logo se percebeu sua inadaptação ao futebol corrido e exaustivo que o Timão adota. Para se livrar de Pato, o clube topou até fazer acordo generoso com o tradicional rival São Paulo.
Hoje, Pato forma ao lado de Luís Fabiano e Alan Kardec a trinca de atacantes improdutivos do Tricolor paulista, contribuindo significativamente para o desgaste que ronda Muricy Ramalho. Faz poucos gols, mas continua em alta no mercado e contando com as boas graças da mídia paulistana, só não se sabe até quando.
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