O Papão jogou muito, fez por merecer o triunfo e isso deve ser atribuído ao excelente desempenho do conjunto, que se mostrou afiado e atento às orientações do técnico Dado Cavalcanti. Alguns jogadores, porém, estiveram em plano ligeiramente acima dos demais. Casos de Bruno Veiga, incansável nas investidas sobre a defesa remista; Augusto Recife, seguro como rocha em frente à zaga; e Jonathan, voltando aos bons tempos de quase meia-armador, esbanjando habilidade.
Veiga não perdeu uma disputa sequer com Levy e Alberto, seus marcadores mais constantes. Quase ao final, aplicou uma finta que fez Levy perder o equilíbrio e sair de campo. Marcou um gol em lance que combina bom posicionamento e perícia no arremate.
Jonathan foi quase perfeito atuando pelo lado direito do ataque, sem se descuidar do combate ao lado de Augusto Recife e Capanema, este mais dedicado a acompanhar Eduardo Ramos. No final da partida, antecipou-se aos dois beques do Remo e deu o passe para o gol de Veiga.
Augusto Recife fez o mais do mesmo. Quase não erra passes, mantém um estilo sóbrio e econômico, evitando se desgastar e ainda assim conseguindo impor marcação eficiente.
Do lado azulino, os melhores foram Fabiano, fazendo três excelentes intervenções; Bismarck, enquanto teve fôlego; e Eduardo Ramos, que, mesmo vigiado por Capanema e jogando sozinho, demonstrou lucidez e capacidade de organização.
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