Em campo, o Remo fez sua parte. Na cara e na coragem, conquistou a classificação jogando em Paragominas, local onde quase sempre fracassou nos últimos anos. Determinados, os jogadores superaram eventuais deficiências e garantiram a vitória.
Todo esse esforço pode ser sabotado pelas escaramuças políticas que movimentam os bastidores do clube. O presidente Pedro Minowa, que está no cargo há três meses, corre o risco de ser apeado do poder por força de denúncias encaminhadas ao Conselho Deliberativo.
É acusado de irregularidades administrativas, por ter supostamente assinado contratos lesivos ao clube sem a anuência de seus pares, nem a autorização do Condel. Minowa, em entrevista ao Bola de domingo, nega qualquer ilícito. Na matéria, voltou a falar da situação em que encontrou as finanças do clube – com apenas R$ 6,50 em caixa, segundo ele.
Entre as acusações e a defesa existem vários passos a serem dados, mas seria sensato que as muvucas políticas ficassem para mais tarde. O futebol, que determina o que é céu e o que é inferno no Remo, viverá uma semana decisiva.
Amanhã, o time vai a Curitiba brigar a classificação à próxima fase da Copa do Brasil contra o Atlético. Parada difícil, mas não impossível. No sábado, aí sim, um confronto de vida ou morte com o Papão pela semifinal da Copa Verde. Para ir à final, o Remo precisa vencer por 3 a 0 ou fazer 2 a 0 e disputar nos penais. Pedreira total.
Os dirigentes e grandes azulinos precisam entender que aualquer coisa que desvie o foco dessas missões em campo será extremamente negativa para o futuro do clube.
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