No Re-Pa que decidiu o returno do Parazão, Cacaio manteve a ofensividade do time escalando dois meias e dois atacantes. Em alguns momentos da partida, chegou a ter cinco jogadores na frente – um verdadeiro recorde nestes tempos de devoção à cautela tática. O próprio Papão entrou com três volantes e apenas um armador (Carlinhos), só alterando sua configuração ofensiva quando teve que correr em busca do empate.
Desde que Cacaio assumiu o comando, o Remo passou a jogar sempre com dois volantes, normalmente Dadá e Ilaílson. Contra o Papão, usou o jovem Ameixa e deslocou Ilaílson para a lateral-direita. Para hoje, não poderá contar com Dadá, suspenso. Com isso, o setor de marcação deverá ter Ilaílson e Ameixa, com Ratinho e Eduardo Ramos na armação. Para o ataque, o mais provável é que Bismarck seja mesmo o companheiro de Rafael Paty.
O Remo vem jogando assim há menos de um mês e está invicto desde o clássico que abriu a semifinal da Copa Verde. Os jogadores assimilaram rapidamente as orientações de Cacaio. Os resultados (mesmo aqueles improváveis) aconteceram e reforçaram o elo. Além da obediência ao esquema traçado, todos se empenham na marcação. O principal diferencial do time tem sido esse comprometimento. Não há de ser diferente hoje à noite contra o Cuiabá.
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