Não é exagero supor que a crise moral que assola a Fifa acabe por respingar na Seleção Brasileira. O time de Dunga começa neste domingo contra o México, em São Paulo, a sequência final de amistosos preparatórios à Copa América. Como de hábito desde aquela peia vergonhosa diante da Alemanha, a movimentação do escrete é praticamente ignorada pela torcida brasileira.
É como se a seleção pentacampeã do mundo de repente tivesse ficado invisível aos nossos olhos. Sabe-se que ela está viva e treinando para a maior competição continental, mas é preferível não ver, nem saber nada sobre ela.
Não há como comparar, mas talvez nem o Brasil de 1950, derrotado dramaticamente pelo Uruguai na final, tenha sofrido merecido menosprezo. Por isso mesmo, é louvável o esforço de Dunga e dos jogadores em buscar resultados que ajudem a recuperar a velha chama.
Ganhar a Copa América é missão prioritária a essa altura, apesar das imensas dificuldades que a equipe terá pela frente em gramados chilenos. Argentina, Colômbia, Uruguai e o próprio Chile têm bons times e chegarão fortes à competição. Com a vantagem de não ter a responsabilidade que pesa sobre os ombros do selecionado canarinho.
(Gerson Nogueira)
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