Foi divulgado às 9h39 de ontem pelo conselheiro Heitor de Souza Freitas Filho o relatório final da comissão investigativa que apurou as denúncias de “gestão temerária” do ainda presidente do Clube do Remo, Pedro Minowa.
Na mensagem aos jornalistas, Heitor faz questão de observar que “as denúncias estão comprovadas, ensejando a aplicação da pena de destituição, no que pese a tal comissão ter se investido do poder de julgar e sugerir a ridícula pena de suspensão por 180 dias, enquadrando a situação como se fosse tão somente um associado”.
Acrescenta que o “relatório obrigatoriamente vai para julgamento da Assembleia Geral, que certamente aplicará a punição solicitada por mim e pelo Conselheiro André Cavalcante. Não peço sigilo e vocês podem informar a fonte”.
A correta posição assumida por Heitor descortina o que deve ocorrer na Assembleia Geral, já devidamente ciente das falhas graves cometidas tanto na gestão de Zeca Pirão quanto na de Pedro Minowa.
O que Heitor acentua é a necessidade de uma punição rigorosa dos dois gestores, com especial atenção para o atual, cuja administração se mostrou lesiva aos interesses do Remo. Os erros se acumulam desde janeiro em proporção assustadora, que pressupõe um cenário calamitoso caso o Condel e a Assembleia Geral não freiem as coisas.
A comissão optou por um caminho tortuoso, de abrandar as penas, preferindo avaliar os gestores como meros associados. Não são simples associados, pois foram eleitos para presidir a agremiação e não cumpriram satisfatoriamente suas gestões.
Cabem medidas que sejam compatíveis com o tamanho dos erros e que sejam exemplares para a vida futura do Remo. É fundamental que o Condel faça como no Campeonato Paraense, quando interveio e conseguiu apagar o incêndio, pagando salários de jogadores no período decisivo da competição.
Não é hora de omissão. Associados do clube, bem como a torcida, esperam que providências sejam tomadas de imediato.
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