O técnico Carlinhos Silva, que morreu na segunda-feira, passou à história como um dos maiores jogadores de meio-campo que o Flamengo já teve. Era tão bom que ganhou o apelido carinhoso de Violino. De fato, segundo relatos daquele tempo, era o responsável por afinar a orquestra rubro-negra em campo.
E não foram períodos muito fáceis. Teve pela frente o fantástico Botafogo de Nilton Santos, Quarentinha, Didi e, principalmente, Mané Garrincha. Encarava também a força de um Vasco respeitável. Ainda assim, brilhou bastante.
Como treinador, obteve destaque ao montar o time do Remo no final dos anos 80, trazido pelo então presidente Raimundo Ribeiro. O clube buscava repetir com Carlinhos o mesmo sucesso da experiência com Joubert Meira anos antes. E deu tudo certo.
Com Carlinhos, o Remo quase chegou à elite nacional. Só não conseguiu porque foi barrado por uma terrível arbitragem de José Roberto Wright no jogo contra o Bragantino, de Vanderlei Luxemburgo.
De toda sorte, Carlinhos deixou o Remo admirado e respeitado por todos. Não só pelos reconhecimentos méritos profissionais, mas acima de tudo pela elegância nos gestos. Falava em tom baixo, jamais levantava a voz, mas se comunicava como poucos.
Deixa saudades.
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