Poucas vezes se viu tanta escaramuça política na gestão de um clube. O Remo mergulha novamente em período de incertezas, com a decisão do Conselho Deliberativo, tomada anteontem, de punir o presidente Pedro Minowa e absolver o ex-presidente Zeca Pirão com base no relatório das investigações feitas nas contas e atos das duas gestões.
Pirão escapou por não ser mais presidente. Acabou sendo julgado como um simples sócio, daí a absolvição, segundo explicações de conselheiros presentes à reunião de segunda-feira à noite. Contribuiu para o desfecho o forte apoio de que Pirão desfruta entre os conselheiros.
Por mais que o critério seja aceitável, a medida soou como deliberadamente favorável ao ex-gestor, responsável pela destruição parcial do estádio Evandro Almeida e acúmulo de dívidas trabalhistas que tornam o clube quase ingovernável.
Pedro Minowa, ao contrário, recebeu os rigores da lei e poderá ser destituído nas próximas semanas quando a Assembleia Geral se reunir para deliberar sobre a decisão do Condel. Paga o preço de não ter o mesmo peso eleitoral no Conselho e arca com as consequências de uma administração extremamente desastrada até aqui.
Ficou a impressão de que o Condel perdeu excelente chance de se posicionar à altura dos anseios da torcida, afastando os dois gestores e responsabilizando-os pelos desmandos e omissões que ameaçam inviabilizar o clube.
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